
A jornada de 15 mil km de uma jubarte entre a Bahia e a Austrália mostra mudanças no comportamento migratório, um contexto útil para um colega que acompanha conservação marinha.

Baleia viaja 15 mil km entre BA e Austrália Fluxo da história e fatos principais
Um estudo publicado na revista Royal Society Open Science documentou um novo recorde mundial de migração entre baleias-jubarte: um animal percorreu mais de 15.100 km entre o Banco de Abrolhos, na Bahia, e Hervey Bay, na Austrália. A identificação foi possível graças à fotoidentificação da cauda do animal, comparando imagens de 2003 e 2025. O percurso supera em 15% o recorde anterior da espécie.
A pesquisa analisou mais de 19 mil imagens coletadas entre 1984 e 2025 no Brasil e na Austrália, com apoio da plataforma colaborativa Happywhale, que usa algoritmos de reconhecimento de imagem. O estudo é o primeiro a registrar um intercâmbio bidirecional entre populações reprodutivas do Atlântico Sul e do Pacífico Sul.
Apesar do feito, apenas dois casos desse tipo de travessia foram identificados, representando 0,01% dos indivíduos analisados. Cientistas sugerem que fatores como mudanças climáticas, alterações na distribuição do krill e o crescimento populacional pós-caça comercial podem estar influenciando esses encontros raros na Antártida.
Fatos
- Uma baleia-jubarte foi identificada em 2003 na Bahia e novamente em 2025 na Austrália.
- A distância mínima entre os pontos é de 15.100 km, 15% maior que o recorde anterior da espécie.
- A identificação usou padrões únicos na cauda, comparados via plataforma Happywhale.
- Apenas dois casos de travessia entre populações do Atlântico e Pacífico foram registrados entre 1984 e 2025.
- Mudanças climáticas e crescimento populacional pós-caça podem estar influenciando esses movimentos.
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