Ilustração de um colêmbolo em ambiente gelado da Antártida, com linhas de ADN sobrepostas e uma camada de gelo a retrair-se, revelando conexões entre regiões isoladas.
Ilustração de um colêmbolo em ambiente gelado da Antártida, com linhas de ADN sobrepostas e uma camada de gelo a retrair-se, revelando conexões entre regiões isoladas.

A genética de minúsculos habitantes da Antártida traz novas pistas sobre o futuro do gelo, um contexto útil para um colega que acompanha os riscos climáticos costeiros.

ADN de bichos da Antártida revela pistas sobre o gelo Fluxo da história e fatos principais

Cientistas estão usando o ADN de pequenos animais terrestres na Antártida para reconstruir o histórico de derretimento das camadas de gelo, ajudando a prever futuras subidas do nível do mar. Espécies como os colêmbolos, que só conseguem migrar quando o gelo some, deixam marcas genéticas de quando regiões isoladas estiveram ligadas. Comparando o material genético de populações separadas hoje por grandes extensões de gelo, os pesquisadores podem identificar períodos passados de retração do manto gelado durante climas mais quentes.

O estudo, publicado no periódico One Earth por cientistas da Monash University, Queensland University of Technology e University of Texas at Austin, destaca que evidências geológicas diretas sobre o comportamento do gelo antártico em climas anteriores são escassas. Os dados biológicos oferecem uma via complementar e independente para testar cenários de colapso, especialmente em áreas onde o gelo assenta abaixo do nível do mar, como partes da Antártida Ocidental.

A abordagem exige novas expedições a locais estratégicos, como as Montanhas Hudson, os Ford Ranges e a Cordilheira Shackleton. A informação genética coletada nessas regiões pode reduzir incertezas nas projeções climáticas. Segundo a Avaliação Nacional de Risco Climático da Austrália de 2025, mais de 1,5 milhões de pessoas em áreas costeiras do país podem enfrentar inundações extremas até 2050 se o gelo antártico continuar instável.

Fatos

  • O ADN de pequenos animais terrestres, como colêmbolos, pode indicar quando o gelo antártico derreteu no passado.
  • Populações com ADN semelhante em regiões separadas sugerem que o gelo entre elas já desapareceu, criando corredores de migração.
  • O estudo foi publicado na revista One Earth por cientistas da Monash University, QUT e University of Texas at Austin.
  • Regiões prioritárias para novas expedições incluem as Montanhas Hudson, os Ford Ranges e a Cordilheira Shackleton.
  • A Avaliação Nacional de Risco Climático da Austrália (2025) prevê que mais de 1,5 milhões de pessoas enfrentem inundações costeiras até 2050.

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