
A remoção recorde de barreiras fluviais na Europa mostra avanços concretos na recuperação de ecossistemas, um contexto útil para um colega que acompanha políticas ambientais.

Recorde europeu na remoção de barreiras fluviais Fluxo da história e fatos principais
A remoção de barreiras fluviais obsoletas na Europa atingiu um novo recorde em 2025, com 603 estruturas retiradas, permitindo a recuperação de 3.740 quilómetros de rios. O relatório anual da Dam Removal Europe destaca o forte impulso do movimento de restauração fluvial, impulsionado por países como Suécia, Finlândia e Espanha, que juntos representam a maioria das remoções. Em contraste, Portugal registou apenas uma remoção — a do açude do Sourinho, no rio Alviela — mantendo-se entre os países com menor atividade no setor.
A coligação Dam Removal Europe, que reúne organizações como WWF e Rewilding Europe, salienta que a maioria das barreiras removidas eram estruturas pequenas e inativas, como pontões e açudes, cuja presença ainda bloqueia o fluxo natural de água, sedimentos e espécies. Apesar do progresso, os rios europeus permanecem fortemente fragmentados, com mais de 1,2 milhões de barreiras ainda em operação. A Comissão Europeia estima que 42% dos peixes de água doce estão ameaçados de extinção, o que reforça a urgência das ações de recuperação.
O Regulamento da UE sobre o Restauro da Natureza, em vigor desde 2024, estabelece a meta de restaurar 25 mil quilómetros de rios até 2030. Este esforço insere-se no Desafio da Água Doce, uma iniciativa global que visa recuperar 300 mil quilómetros de rios degradados até 2030. A participação crescente de 29 países no movimento mostra uma mudança de paradigma na gestão de bacias hidrográficas, com foco na resiliência climática e na recuperação da biodiversidade.
Fatos
- Em 2025, foram removidas 603 barreiras fluviais na Europa, ligando 3.740 km de rios.
- A Suécia removeu 173 barreiras, a Finlândia 143 e a Espanha 109 em 2025.
- Portugal removeu apenas uma barreira em 2025: o açude do Sourinho, no rio Alviela.
- O relatório destaca que mais de 1,2 milhões de barreiras ainda fragmentam os rios europeus.
- 42% dos peixes de água doce da Europa estão ameaçados de extinção, segundo a Comissão Europeia.
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