Ilustração de uma paisagem urbana em expansão com gráficos mostrando aumento de área construída e emissões de CO₂, com destaque para comparação com cidades como Berlim e Nova Déli.
Ilustração de uma paisagem urbana em expansão com gráficos mostrando aumento de área construída e emissões de CO₂, com destaque para comparação com cidades como Berlim e Nova Déli.

O crescimento acelerado da construção equivale a quatro Berlims em um ano, um contexto útil para um colega que acompanha sustentabilidade urbana.

Área construída da Terra cresceu 1,7% em um ano Fluxo da história e fatos principais

Um relatório da ONU divulgado em 2026 revela que a área construída global atingiu 273 bilhões de metros quadrados em 2024, um aumento de 1,7% em um ano — equivalente a quatro vezes a área de Berlim. Esse crescimento acelerado impulsionou as emissões operacionais de edifícios para 9,9 gigatoneladas de CO₂, um aumento de 1%, em um momento crítico para o clima e a habitação.

O Global Status Report for Buildings and Construction 2025-2026, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) e a aliança GlobalABC, mostra que o setor da construção representa 37% das emissões globais, 28% do consumo energético e quase 50% da extração de materiais. Embora a eficiência energética tenha melhorado 8,5% desde 2015, a expansão do parque edificado tem anulado esses avanços.

O relatório destaca que, entre 2015 e 2024, a área construída cresceu 20%, enquanto a demanda por energia aumentou 11%. Apesar disso, a eficiência evitou um salto maior no consumo. Apenas 17,3% da energia usada em edifícios vem de fontes renováveis, muito abaixo dos 46% necessários até 2030 para uma trajetória de emissões líquidas zero.

A falta de ambição política é outro entrave: em janeiro de 2026, nenhum país incluía uma estratégia detalhada para edifícios nas suas metas climáticas (NDCs). O relatório aponta que soluções como materiais naturais, planejamento urbano inteligente e design passivo são essenciais para alinhar habitação acessível com descarbonização.

Para alcançar a neutralidade climática no setor, seriam necessários 509 bilhões de euros por ano até 2030 — quase o dobro do investimento atual. O documento defende que habitação eficiente e de baixo carbono pode reduzir contas de energia, melhorar a qualidade de vida e aumentar a resiliência a ondas de calor e outros impactos climáticos.

Fatos

  • Em 2024, a área construída global aumentou 1,7%, atingindo 273 bilhões de m².
  • O aumento equivale a quatro vezes a área de Berlim ou duas vezes Nova Déli.
  • As emissões operacionais de edifícios subiram 1% para 9,9 gigatoneladas de CO₂ em 2024.
  • Edifícios representam 37% das emissões globais e 28% do consumo energético.
  • Apenas 17,3% da energia em edifícios vem de fontes renováveis, contra 46% necessários até 2030.
  • Seriam necessários 509 bilhões de euros por ano até 2030 para alinhar o setor com emissões líquidas zero.

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