Vladimir Putin e Xi Jinping em frente ao Grande Salão do Povo, durante reunião em Pequim, com expressões formais e bandeiras russa e chinesa ao fundo.
Vladimir Putin e Xi Jinping em frente ao Grande Salão do Povo, durante reunião em Pequim, com expressões formais e bandeiras russa e chinesa ao fundo.

A aliança avança no papel, mas o desequilíbrio de poder entre Moscou e Pequim fica claro para um colega que acompanha a disputa geopolítica global.

Putin volta sem o gasoduto que queria Fluxo da história e fatos principais

Durante uma visita de alto nível à China, o presidente russo Vladimir Putin não conseguiu convencer seu colega Xi Jinping a avançar com a construção de um novo gasoduto ligando o Ártico à China, um projeto estratégico para Moscou. Apesar da assinatura de pelo menos 20 acordos de cooperação e da promessa de mais 20 no futuro, a ausência de compromisso concreto com o gasoduto revelou um desequilíbrio no relacionamento bilateral. Enquanto a Rússia depende cada vez mais do apoio chinês frente às sanções ocidentais, Pequim mantém margem de manobra, reforçando laços sem se comprometer com grandes investimentos.

A reunião teve forte simbolismo geopolítico: Putin e Xi assinaram um manifesto conjunto de 47 páginas que critica a hegemonia dos Estados Unidos, condena as sanções contra a Rússia e as tarifas impostas por Donald Trump à China. O documento também defende o fim da guerra no Irã, reafirma a oposição russa à independência de Taiwan e critica o projeto 'Domo de Ouro', de defesa antimísseis proposto por Trump. No entanto, o tom mais agressivo do texto é visto como uma concessão russa às demandas chinesas.

Ao mesmo tempo em que reforçava laços com Moscou, a China confirmou a compra de 200 aviões Boeing dos Estados Unidos — um movimento econômico significativo que equilibra suas relações internacionais. A decisão mostra que Pequim, mesmo alinhada com a Rússia em questões estratégicas, mantém canais abertos com Washington e não se subordena totalmente ao bloco antiocidental. A visita expôs, assim, uma nova fase na parceria: simbolicamente forte, mas com clara liderança chinesa.

Fatos

  • Vladimir Putin visitou a China em 20 de maio de 2026, logo após a visita de Donald Trump ao país.
  • Putin e Xi assinaram pelo menos 20 acordos de cooperação, com promessa de mais 20 no futuro.
  • O presidente russo não obteve compromisso da China para a construção de um novo gasoduto do Ártico até o território chinês.
  • A China anunciou a compra de 200 aviões Boeing dos Estados Unidos durante a visita de Putin.
  • Os dois líderes assinaram um manifesto conjunto de 47 páginas contra a hegemonia dos EUA e em defesa de um novo sistema internacional.
  • O documento reafirma a oposição da Rússia à independência de Taiwan e critica o projeto 'Domo de Ouro' de defesa antimísseis de Donald Trump.

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