
A declaração de Putin sobre o fim do conflito, ainda que condicionada, pode ser um ponto de virada, útil contexto para um colega que acompanha a evolução diplomática.

Putin vê fim da guerra na Ucrânia Fluxo da história e fatos principais
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou acreditar que o conflito na Ucrânia está a aproximar-se do fim, numa declaração feita após o desfile do Dia da Vitória no Kremlin. Apesar disso, o tom permanece condicionado: Putin disse estar disponível para um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apenas se já existir um acordo de paz acordado previamente. O encontro, segundo ele, poderia ocorrer num país terceiro, mas depende de um tratado com perspectiva de longo prazo.
A guerra, que entrou no quinto ano, já provocou centenas de milhares de mortes. Dados de jornalismo independente russo indicam cerca de 350 mil soldados russos mortos até o final de 2025. Do lado ucraniano, estimativas apontam para 140 mil militares mortos. Mais de 15.500 civis ucranianos também perderam a vida, segundo a ONU. A destruição no território ucraniano é vasta, e a economia russa enfrenta isolamento e fragilidade crescente.
Putin criticou os governos europeus por não avançarem nas negociações, argumentando que foram eles que romperam relações após a invasão de 2022. Apesar dos esforços militares, as forças russas ainda não conquistaram totalmente a região do Donbass, um dos objetivos centrais do conflito. A declaração de abertura de Putin surge como um momento diplomático potencial, mas sem movimentos concretos de desescalada.
Fatos
- Em 9 de maio de 2026, Putin afirmou acreditar que a guerra na Ucrânia está a aproximar-se do fim.
- Putin condiciona encontro com Zelensky à existência prévia de um acordo de paz definitivo.
- Até o final de 2025, cerca de 350 mil soldados russos e 140 mil ucranianos morreram na guerra.
- Mais de 15.500 civis ucranianos foram mortos, segundo dados da ONU.
- O desfile do Dia da Vitória em 2026 não incluiu exibição de armamento pesado, uma primeira em quase duas décadas.
- O Kremlin afirma que cabe aos europeus darem o primeiro passo nas negociações de paz.
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