
A volta da Novonor ao setor de infraestrutura com um consórcio sólido é um movimento a observar para um colega que acompanha concessões no Brasil.

Novonor volta às concessões com vitória na Bahia Fluxo da história e fatos principais
Um consórcio formado pela Nova Infra Invest, braço da Novonor, a gestora Galapagos Capital e a construtora portuguesa Mota-Engil venceu o leilão da Rota dos Sertões, marcando a volta da empresa, antiga Odebrecht, ao mercado de concessões de infraestrutura no Brasil. O Consórcio 116 Sertões ofereceu um desconto de 19,6% na tarifa de pedágio e se comprometeu com R$ 4,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, cobrindo trechos das BR-116 e BR-324 nos estados da Bahia e Pernambuco.
A Nova Infra Invest, criada especificamente para atuar em infraestrutura, já opera mais de 1.700 km de estradas no Peru e Panamá e tem duas concessões para abastecimento de água no Peru. Esta é sua primeira concessão no Brasil, mas a empresa já avalia novas oportunidades em transporte, saneamento e aquisições. O diretor superintendente André Rabello destacou que a companhia tem memorandos de entendimento com diversos parceiros para futuros leilões.
A Galapagos Capital, que já havia tentado outras concessões, também conquista sua primeira atuação consolidada no setor. Apesar de a Novonor ter passado por impactos da Operação Lava Jato e recuperação judicial, representantes do governo e do BNDES comemoraram a entrada de um novo player com experiência consolidada. A empresa afirma ser uma nova entidade, com estrutura financeira e operacional renovada.
Fatos
- Consórcio 116 Sertões (Nova Infra Invest, Galapagos Capital, Mota-Engil) venceu o leilão da Rota dos Sertões em 28 de maio de 2026.
- O consórcio ofereceu desconto de 19,6% no pedágio e R$ 4,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.
- A concessão inclui trechos das BR-116 e BR-324 na Bahia e Pernambuco.
- Esta é a primeira concessão no Brasil da Nova Infra Invest, braço da Novonor, que já opera em Peru e Panamá.
- A Novonor afirma ser uma empresa '100% nova', com estrutura renovada após a Lava Jato e recuperação judicial.
- O diretor André Rabello disse que a empresa já avalia novos negócios em transporte, saneamento e M&A.
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