Ilustração de um robô subaquático descendo a grandes profundidades no oceano, com luzes projetando sobre o fundo marinho escuro e formas de vida desconhecidas ao redor.
Ilustração de um robô subaquático descendo a grandes profundidades no oceano, com luzes projetando sobre o fundo marinho escuro e formas de vida desconhecidas ao redor.

A descoberta de novas formas de vida nas profundezas pode mudar o que sabemos sobre o oceano, com contexto útil para um colega que acompanha ciência e conservação.

Robô de 2 toneladas desce 6,5 km no oceano Fluxo da história e fatos principais

O navio de pesquisa R/V Falkor (Too), do Schmidt Ocean Institute, parte de Fortaleza em uma missão de 35 dias para mapear o fundo do oceano brasileiro e investigar a biodiversidade no Cânion Amazônico. A expedição, que ocorre entre o Dia do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Oceano, conta com um robô autônomo de mais de duas toneladas capaz de descer até 6,5 mil metros de profundidade. O veículo coletará imagens, amostras de sedimentos e organismos marinhos ainda não catalogados pela ciência.

A missão, chamada 'Correntes de turbidez no Cânion Amazônico', busca entender como correntes densas de água transportam sedimentos e carbono para as profundezas, impactando ecossistemas bentônicos e o ciclo global de carbono. Os dados serão integrados ao projeto Seabed 2030, que visa mapear todo o fundo do mar em alta resolução, e ao Censo do Oceano, iniciativa global para documentar espécies marinhas antes que desapareçam.

Além da pesquisa científica, a expedição inclui o projeto 'Escola Azul', que conecta estudantes de escolas públicas e privadas com os pesquisadores em tempo real. A iniciativa tem valor científico e educacional, especialmente para o Brasil, que possui uma das maiores zonas costeiras do mundo e pode usar os dados para fins de conservação e soberania marítima.

Fatos

  • O navio R/V Falkor (Too) parte de Fortaleza em 17 de maio de 2026 para uma missão de 35 dias no Cânion Amazônico.
  • O robô autônomo a bordo pode descer até 6.500 metros de profundidade e coletar amostras de espécies e sedimentos.
  • A expedição investiga correntes de turbidez e seu impacto no fundo do mar e no ciclo do carbono.
  • Os dados serão compartilhados com o projeto Seabed 2030 e o Censo do Oceano, ambos de acesso aberto.
  • O professor Ângelo Bernardino (UFES) lidera parte da equipe que busca biodiversidade em falhas geológicas ativas.
  • Estudantes de todo o Brasil poderão acompanhar a missão em tempo real pelo projeto 'Escola Azul' da Unifesp.

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