
A onda chegou a 457 metros, mas o alerta é para o futuro: esse contexto é útil para um colega que planeja viagem a áreas costeiras no Ártico.

Simulação mostra megatsunami do Alasca Fluxo da história e fatos principais
Em agosto de 2022, um megatsunami atingiu o fiorde Tracy Arm, no Alasca, após o colapso de uma encosta de montanha de mais de 975 metros de altura. A onda atingiu 457 metros de altura, despindo florestas e gerando vibrações sísmicas detectadas globalmente. O evento, ocorrido em uma área remota, não deixou vítimas, mas alertou cientistas sobre o risco crescente em regiões costeiras do Ártico. Um grupo internacional de pesquisadores recriou a catástrofe em uma simulação virtual para ajudar a educar o público e autoridades sobre os perigos de tsunamis induzidos por deslizamentos de terra.
A simulação foi desenvolvida com dados coletados por satélite, sensores sísmicos e trabalho de campo realizado meses após o evento. A equipe, liderada por Daniel Shugar, da Universidade de Calgary, e Patrick Lynett, da Universidade do Sul da Califórnia, publicou os resultados na revista Science. O modelo mostra a onda do ponto de vista de uma moto aquática, criando uma experiência imersiva que ajuda a transmitir a escala do desastre. O objetivo é conscientizar turistas, comunidades locais e operadoras de cruzeiro sobre os riscos em áreas próximas a geleiras em recuo.
Cientistas observam que eventos como esse estão se tornando mais frequentes devido ao aquecimento global. O recuo das geleiras desestabiliza encostas montanhosas, aumentando o risco de colapsos. Desde o evento, três grandes companhias de cruzeiro suspenderam rotas para o fiorde Tracy Arm. Apesar disso, o monitoramento contínuo de áreas de risco no Alasca é limitado — apenas um local, Barry Arm, é monitorado em tempo real pelo USGS. O aumento na frequência de deslizamentos catastróficos, de uma vez a cada 20 anos para seis na última década, indica uma tendência preocupante ligada às mudanças climáticas.
Fatos
- Um megatsunami de 457 metros atingiu o fiorde Tracy Arm, no Alasca, em 10 de agosto de 2022, causado pelo colapso de uma encosta de 975 metros.
- A simulação virtual do evento foi criada por cientistas dos EUA, Canadá e Europa e publicada na revista Science em 6 de maio de 2026.
- O navio National Geographic Venture estava a 24 km do epicentro e relatou correntes fortes, mas escapou por estar em águas profundas e longe da onda principal.
- Desde o evento, três grandes companhias de cruzeiro suspenderam rotas para o fiorde Tracy Arm por questões de segurança.
- Cientistas observam aumento na frequência de deslizamentos catastróficos no Alasca: de um a cada 20 anos para seis na última década.
Explicação visual de notícias do Canto. Ferramentas de IA podem apoiar a produção. Política editorial





