
A descoberta de uma agregação de meros adultos em área não protegida é um marco para a ciência marinha, com um contexto útil para um colega que acompanha conservação no Nordeste.

Descoberta rara no litoral alagoano Fluxo da história e fatos principais
Pesquisadores do Projeto Meros do Brasil e do Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos (PPG Dibict) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) registraram a primeira ocorrência científica de uma agregação de meros no litoral alagoano. O grupo avistou mais de 15 exemplares adultos, com tamanhos entre 1,6 m e 2,3 m, em um recife a cerca de 35 metros de profundidade. Trata-se de um dos poucos registros desse tipo no Nordeste brasileiro e um achado significativo, dado que o mero (Epinephelus itajara) está classificado como criticamente ameaçado de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente.
A descoberta foi feita durante mergulhos científicos com apoio do Projeto Corais de Alagoas, da EcoScuba e do conhecimento acumulado por pescadores locais. Além dos meros, foram observadas espécies invasoras como o peixe-leão e o coral-sol, além de redes fantasmas — artefatos de pesca abandonados que continuam a capturar fauna marinha. A presença dessas ameaças reforça a urgência de proteção da área, que ainda não está incluída em nenhuma unidade de conservação.
O mero é uma espécie de grande porte, podendo ultrapassar 2,5 metros e pesar mais de 450 kg. Conhecido por seu comportamento dócil, atrai mergulhadores e tem potencial para impulsionar o turismo sustentável. No entanto, sua agregação em locais específicos aumenta a vulnerabilidade à pesca ilegal e à degradação ambiental. O registro fortalece a necessidade de políticas de proteção e de expansão de áreas marinhas conservadas no litoral nordestino.
Fatos
- Pesquisadores registraram mais de 15 meros adultos em uma área de 35 m de profundidade no litoral alagoano em 2026.
- O mero (Epinephelus itajara) está classificado como criticamente ameaçado de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente.
- A área da agregação ainda não possui proteção por unidade de conservação.
- Espécies invasoras como o peixe-leão e o coral-sol foram observadas no mesmo local.
- O achado foi resultado de parceria entre o Projeto Meros do Brasil, Ufal Penedo, EcoScuba e pescadores locais.
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