Ilustração de uma floresta submarina com algas altas, peixes coloridos e cientistas a mergulhar, com o rio Mira e Vila Nova de Milfontes ao fundo.
Ilustração de uma floresta submarina com algas altas, peixes coloridos e cientistas a mergulhar, com o rio Mira e Vila Nova de Milfontes ao fundo.

O papel destas algas no sequestro de carbono é um detalhe que merece ficar no radar, especialmente para um amigo que quer entender o que existe por trás do título.

O que são as florestas marinhas? Fluxo da história e fatos principais

Florestas marinhas são ecossistemas subaquáticos formados por algas grandes que atuam como habitats essenciais para inúmeras espécies marinhas, desde microorganismos até peixes visíveis a olho nu. Assim como as florestas terrestres, estas estruturas subaquáticas produzem oxigénio e desempenham um papel crucial na mitigação das alterações climáticas ao capturar e armazenar carbono. Um estudo de 2024 publicado na Nature Geoscience, com participação de cientistas portugueses, revelou que essas florestas exportam cerca de 15% do seu carbono — aproximadamente 56 milhões de toneladas — para águas profundas, onde pode permanecer armazenado por centenas ou milhares de anos.

Entre 13 e 22 de maio de 2026, Vila Nova de Milfontes acolheu o Festival das Florestas Marinhas, um evento que reuniu cientistas, estudantes, residentes e visitantes em torno da conservação e do conhecimento destes habitats. As atividades incluíram observação marinha, gastronomia costeira, exposições, documentários como 'Gorringe, o Gigante do Atlântico', e experiências aquáticas. O banco de Gorringe, uma zona rica em florestas de algas e candidata a Área Marinha Protegida, foi um dos focos do programa.

No dia 17 de maio, realizou-se uma reunião científica no Colégio Nossa Senhora da Graça, com investigadores de todo o país, que debateram o futuro das florestas marinhas em Portugal. A iniciativa teve coordenação científica de Ester Serrão (CCMAR) e Isabel Sousa Pinto (CIIMAR), destacando o papel da ciência nacional na compreensão e proteção destes ecossistemas. O festival combina sensibilização pública, inovação e bioeconomia, mostrando como a ciência e a comunidade podem trabalhar juntas pela saúde dos oceanos.

Fatos

  • Florestas marinhas são habitats subaquáticos formados por algas que abrigam biodiversidade e produzem oxigénio.
  • Um estudo de 2024 na Nature Geoscience estimou que estas florestas exportam cerca de 56 milhões de toneladas de carbono para águas profundas anualmente.
  • O Festival das Florestas Marinhas decorreu em Vila Nova de Milfontes entre 13 e 22 de maio de 2026.
  • A reunião científica 'Que futuro para as florestas marinhas de Portugal?' foi realizada a 17 de maio no Colégio Nossa Senhora da Graça.
  • O evento teve coordenação científica de Ester Serrão (CCMAR) e Isabel Sousa Pinto (CIIMAR).
  • O banco de Gorringe, com rica biodiversidade de algas, está em processo de classificação como Área Marinha Protegida em Portugal.

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