Ilustração de um jogador de futebol suando sob um sol intenso, com termômetro mostrando temperatura alta ao fundo e estádio ao longe.
Ilustração de um jogador de futebol suando sob um sol intenso, com termômetro mostrando temperatura alta ao fundo e estádio ao longe.

O risco real do calor em jogos vespertinos, com um contexto útil para um amigo que acompanha futebol e clima.

Copa de 2026: calor extremo preocupa especialistas Fluxo da história e fatos principais

Especialistas em saúde, clima e desempenho esportivo estão pressionando a FIFA a revisar seus protocolos de segurança térmica antes da Copa do Mundo de 2026. Em uma carta aberta, pesquisadores de nove países, incluindo especialistas em fisiologia e mudanças climáticas, afirmam que as regras atuais da entidade não protegem adequadamente os jogadores contra o calor extremo previsto nas 16 cidades-sede nos Estados Unidos, México e Canadá. O principal indicador em questão é o índice Wet Bulb Globe Temperature (WBGT), que considera temperatura, umidade, vento e radiação solar. Atualmente, a FIFA permite jogos com WBGT de até 32°C, com apenas breves pausas para hidratação.

Os especialistas argumentam que o risco para atletas já começa acima de 28°C, especialmente em jogos à tarde, quando as temperaturas tendem a ser mais altas. Eles recomendam pausas de resfriamento mais longas — de ao menos seis minutos — e que as partidas sejam adiadas ou suspensas acima desse limite. A FIFPRO, sindicato dos jogadores profissionais, já defende protocolos semelhantes. Além da saúde dos atletas, há preocupações com torcedores, trabalhadores e o impacto ambiental do torneio.

A Copa de 2026 será a primeira com 48 seleções e será disputada em três países, o que aumenta significativamente as emissões de carbono, especialmente por viagens aéreas. O evento também enfrenta críticas por sua parceria com a Aramco, maior produtora de petróleo do mundo, vista por especialistas como um conflito de interesse em um momento de emergência climática. A pressão é para que a FIFA alinhe suas políticas com evidências científicas e priorize a segurança dos envolvidos.

Fatos

  • Especialistas de nove países assinaram carta aberta pedindo à FIFA revisão de protocolos térmicos para a Copa de 2026.
  • O índice WBGT acima de 28°C já é considerado perigoso para atletas, mas a FIFA permite jogos até 32°C.
  • A FIFA prevê pausas de três minutos para hidratação, mas especialistas recomendam pelo menos seis minutos.
  • A FIFPRO sugere pausas a partir de 26°C e suspensão de jogos acima de 28°C.
  • A Copa de 2026 será disputada em 16 cidades nos EUA, México e Canadá, com maior risco em jogos à tarde.
  • A parceria da FIFA com a Aramco é criticada como conflito de interesse diante da crise climática.

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