Instalação científica em Coimbra com duas câmaras transparentes mostrando trilhos de partículas cósmicas e nevoeiro radioativo, em ambiente de museu interativo.
Instalação científica em Coimbra com duas câmaras transparentes mostrando trilhos de partículas cósmicas e nevoeiro radioativo, em ambiente de museu interativo.

Ver partículas que atravessam o corpo todos os dias é um contexto útil para um amigo curioso sobre física e o universo.

Coimbra abre janela para ver raios cósmicos Fluxo da história e fatos principais

O Exploratório - Centro de Ciência Viva de Coimbra inaugurou uma nova instalação científica que permite observar, em tempo real, raios cósmicos e partículas radioativas. A exposição, intitulada "Que raios?!", é fruto de uma colaboração com o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas de Coimbra (LIP), que trabalha em conjunto com o CERN.

A instalação inclui duas câmaras especiais: uma mostra o rasto de partículas cósmicas que chegam à Terra vindas do espaço, geradas por eventos extremos como supernovas e buracos negros. Quando entram na atmosfera, colidem e geram subpartículas visíveis nestes detectores. Segundo o investigador Alberto Blanco, estas partículas atravessam permanentemente os seres humanos, mas só são visíveis com tecnologia avançada.

A segunda câmara exibe a emissão de radiação de uma rocha de urânio, criando um efeito de nevoeiro ao interagir com um gás supersaturado. O fenómeno ilustra o decaimento radioativo, um processo fundamental na física nuclear. A exposição tem como objetivo despertar curiosidade e ajudar o público a compreender a presença e o impacto da física de partículas no quotidiano, desde a medicina até à compreensão da origem do universo.

Fatos

  • O Exploratório de Coimbra inaugurou a instalação "Que raios?!" em maio de 2026, em parceria com o LIP e com ligação ao CERN.
  • A instalação permite ver em tempo real o rasto de raios cósmicos e a emissão de radiação de urânio através de câmaras especiais.
  • Partículas cósmicas, geradas por supernovas e buracos negros, atravessam permanentemente o corpo humano, mas só são visíveis com tecnologia de deteção.
  • A câmara de nevoeiro mostra o decaimento radioativo do urânio, onde partículas interagem com gás supersaturado, formando trilhos visíveis.
  • O LIP de Coimbra, fundado há 40 anos após a adesão de Portugal ao CERN, desenvolveu a tecnologia usada na exposição.

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