
O pacote de remuneração reflete o desempenho recorde do banco, um contexto útil para um colega que acompanha governança corporativa.

BCP entrega 4M ações a executivos Fluxo da história e fatos principais
O Banco Comercial Português (BCP) distribuiu cerca de 4 milhões de ações entre membros da sua comissão executiva e outros dirigentes, como parte da remuneração variável referente ao ano de 2025 e de valores diferidos acumulados entre 2020 e 2024. A operação, confirmada em comunicado à CMVM, ocorreu com base na cotação de 0,9616 euros por ação e representa aproximadamente 0,03% do capital social do banco. A decisão surge após o BCP registar um lucro líquido recorde de 1.018 milhões de euros em 2025, o que levou à aprovação da distribuição de 90% desse montante aos acionistas, por meio de dividendos e recompra de ações.
Miguel Maya, CEO do BCP, foi o principal beneficiário, com 871.156 ações atribuídas, avaliadas em cerca de 837 mil euros. Outros executivos também receberam volumes significativos: Maria José Campos obteve 843 mil ações (811 mil euros), Miguel Bragança (CFO) recebeu 649 mil ações e João Nuno Palma, 626 mil. Executivos que já não integram a comissão atual, como Miguel Pessanha e Rui Teixeira, também foram contemplados com 540 mil e 557 mil ações, respetivamente.
Além da liderança executiva, o banco atribuiu 50 mil ações a um grupo de colaboradores não executivos, como ajuste à remuneração diferida de 2024. A maioria desses colaboradores recebeu entre 30 e 56 ações, mostrando uma diferença acentuada em relação aos valores entregues aos altos executivos. A política de remuneração do BCP continua a refletir uma combinação de desempenho imediato e incentivos de longo prazo, alinhando interesses com a valorização acionista.
Fatos
- O BCP distribuiu cerca de 4 milhões de ações a executivos em maio de 2026, referentes à remuneração variável de 2025 e valores diferidos de 2020 a 2024.
- Miguel Maya recebeu 871.156 ações, avaliadas em 837 mil euros com base na cotação de 0,9616 euros.
- O lucro líquido do BCP em 2025 atingiu 1.018 milhões de euros, recorde histórico para o banco.
- O banco aprovou distribuir 90% do lucro de 2025 aos acionistas via dividendos e recompra de ações.
- 50 mil ações adicionais foram atribuídas a colaboradores não executivos como ajuste à remuneração diferida de 2024.
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