Gráfico do PSI com leve queda, ao lado de ícones de empresas como EDP em vermelho e Corticeira Amorim em verde, simbolizando os movimentos opostos no mercado de ações de Lisboa.
Gráfico do PSI com leve queda, ao lado de ícones de empresas como EDP em vermelho e Corticeira Amorim em verde, simbolizando os movimentos opostos no mercado de ações de Lisboa.

A sessão mostra como eventos técnicos e geopolíticos moldam movimentos setoriais. Se alguém por perto acompanha investimentos em bolsa, talvez valha enviar com calma.

PSI fecha em queda com EDP a pressionar Fluxo da história e fatos principais

O índice PSI da bolsa de Lisboa fechou em leve recuo de 0,04% nesta terça-feira, a 9.164,62 pontos, em contraciclo com a maioria das bolsas europeias, que fecharam em alta. Apesar do alívio nas tensões no Médio Oriente e da estabilidade nos mercados internacionais, a sessão em Lisboa foi marcada por movimentos setoriais relevantes. A EDP foi o principal peso no índice, com uma queda de 5,25%, após o corte do dividendo — um efeito técnico que, isoladamente, explicaria a maior parte da desvalorização. Sem esse ajuste, a queda da elétrica teria sido de apenas 0,82%.

Outros grandes nomes também pressionaram o índice: Jerónimo Martins recuou 0,30% e Galp perdeu 0,10%, mesmo com o anúncio do Governo sobre um possível imposto aos lucros extraordinários das energéticas, uma medida ainda em definição. Já no lado positivo, a EDPR subiu 1,72% e o BCP avançou 1,32%, ajudando a conter perdas maiores. A estrela da sessão foi a Corticeira Amorim, que disparou 5,16% após aprovar a distribuição de dividendos, embora tenha anunciado depois do fecho uma queda de 6,5% nos lucros do primeiro trimestre, para 15,4 milhões de euros, afetados por fatores cambiais e pela instabilidade geopolítica.

O dia revela como eventos corporativos específicos, como saídas de dividendos e decisões de distribuição, podem ter impacto imediato nos índices, mesmo em sessões de relativa calma nos mercados globais. Ainda assim, o PSI acumula dois dias consecutivos de perdas, com os investidores atentos a movimentos regulatórios e à evolução da situação no Médio Oriente, que continua a influenciar preços de energia e expectativas macroeconômicas.

Fatos

  • O PSI fechou em queda de 0,04% para 9.164,62 pontos em 5 de maio de 2026.
  • A EDP caiu 5,25% após sair do dividendo, sendo o principal fator de pressão no índice.
  • Corticeira Amorim subiu 5,16% após aprovar dividendos, mas anunciou lucros em queda de 6,5% no 1º trimestre.
  • Jerónimo Martins recuou 0,30% e Galp perdeu 0,10%, enquanto EDPR subiu 1,72% e BCP avançou 1,32%.
  • O Governo português anunciou estudo sobre imposto a lucros extraordinários das energéticas por causa da guerra no Médio Oriente.

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