Ilustração de um noitibó-de-nuca-vermelha pousado numa paisagem noturna de Portugal, com a Lua cheia no céu, destacando a ligação entre a ave e o ciclo lunar.
Ilustração de um noitibó-de-nuca-vermelha pousado numa paisagem noturna de Portugal, com a Lua cheia no céu, destacando a ligação entre a ave e o ciclo lunar.

O ciclo da Lua marca o ritmo da vida destas aves, um detalhe essencial para um colega que estuda comportamento animal ou conservação.

Ave em Portugal vive sob o ritmo da Lua Fluxo da história e fatos principais

Uma investigação publicada na revista 'Science Advances' revela que o noitibó-de-nuca-vermelha (Caprimulgus ruficollis), ave migradora presente em Portugal, regula a sua vida pelo ciclo lunar. Estudos de campo com dispositivos de monitorização mostram que, durante a Lua cheia, estas aves aumentam a atividade noturna para caçar insetos, enquanto nas fases escuras reduzem a temperatura corporal como estratégia de conservação de energia. A migração primaveril da África Ocidental para o sul da Europa só se inicia quando as reservas energéticas são suficientes, o que ocorre tipicamente após uma Lua cheia. Os cientistas observaram ainda que a postura dos ovos é sincronizada com as fases lunares, garantindo que as crias eclosionem em noites iluminadas, com maior disponibilidade de alimento. A pesquisa, liderada por cientistas da Estação Biológica de Doñana e da Universidade de Lund, alerta agora para os possíveis impactos da poluição luminosa neste delicado equilíbrio.

Fatos

  • O noitibó-de-nuca-vermelha (Caprimulgus ruficollis) vive em Portugal, especialmente no Alentejo e Algarve, e migra para a África Ocidental no inverno.
  • A atividade de caça, migração e reprodução desta ave é regulada pelo ciclo lunar, segundo estudo publicado em 'Science Advances' em maio de 2026.
  • Durante a Lua cheia, os noitibós caçam ativamente à noite; nas fases escuras, reduzem a temperatura corporal para poupar energia.
  • A migração primaveril da África para a Europa inicia-se cerca de duas semanas após a Lua cheia, quando as reservas energéticas são suficientes.
  • Os ovos são postos de forma que as crias eclosionem em fases lunares iluminadas, aumentando as chances de sobrevivência nas primeiras semanas.

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