Laboratório da U.Porto com cientistas manipulando tubos de ensaio, ao fundo imagem de casco de navio com moléculas e nanomateriais em destaque
Laboratório da U.Porto com cientistas manipulando tubos de ensaio, ao fundo imagem de casco de navio com moléculas e nanomateriais em destaque

Avanço na proteção de cascos sem danos ao mar, com um contexto útil para um colega que acompanha inovação verde.

Tintas marinhas sem veneno, com ciência portuguesa Fluxo da história e fatos principais

O projeto NanoBioEscudo, liderado pela Universidade do Porto, está a desenvolver uma nova geração de tintas anti-incrustantes sustentáveis para cascos de navios e estruturas marítimas. A bioincrustação — acúmulo indesejado de organismos em superfícies submersas — tem sido tradicionalmente combatida com biocidas tóxicos, que persistem no ambiente e afetam organismos não-alvo. Esta nova abordagem combina moléculas anti-incrustantes inspiradas na natureza (NIAFs), desenvolvidas pela FFUP e CIIMAR, com nanomateriais inteligentes da SMALLMATEK e micromateriais biogénicos da Universidade de Aveiro, permitindo uma liberação controlada e reduzida impacto ambiental.

As moléculas NIAFs já tinham mostrado alta eficácia e baixa ecotoxicidade, mas enfrentavam desafios na formulação e liberação precoce em água do mar. O projeto agora supera esse obstáculo com tecnologia de imobilização em nanomateriais, garantindo que os compostos atuam apenas quando necessário. Este avanço técnico é acompanhado por um salto na capacidade produtiva: com novo equipamento adquirido graças a financiamento do COMPETE 2030, a produção passou de 100 miligramas para 10 gramas, um aumento de 100 vezes.

Este aumento de escala é crucial para testes em ambiente real e futura aplicação industrial. O projeto representa uma convergência entre química verde, nanotecnologia e inovação industrial, posicionando Portugal na vanguarda de soluções sustentáveis para o setor marítimo. Ainda não há data para comercialização, mas os resultados laboratoriais e a escalabilidade recente indicam um caminho promissor para substituir produtos poluentes por alternativas seguras e eficientes.

Fatos

  • O projeto NanoBioEscudo é liderado pela U.Porto, com participação da FFUP e CIIMAR.
  • Moléculas anti-incrustantes naturais (NIAFs) são biodegradáveis e menos tóxicas que biocidas convencionais.
  • Novo equipamento aumentou a produção de aditivos de 100 mg para 10 g, com apoio do COMPETE 2030.
  • A liberação controlada é feita por nanomateriais da SMALLMATEK e micromateriais da Universidade de Aveiro.
  • O objetivo é substituir biocidas persistentes por soluções sustentáveis e economicamente viáveis.

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