
A divisão no Senado sobre o envolvimento no Irão merece atenção, especialmente para um colega que acompanha os limites do poder presidencial.

Senado rejeita saída de tropas dos EUA no Irão Fluxo da história e fatos principais
O Senado dos Estados Unidos rejeitou, por um voto de diferença, uma resolução que exigia a retirada das forças militares americanas do Irão. A proposta, apresentada pelo senador democrata Jeff Merkley, obteve 49 votos a favor — incluindo três senadores republicanos — e 50 contra. O resultado mantém o apoio tácito ao governo de Donald Trump, que ultrapassou o prazo constitucional de 60 dias para atuar sem autorização do Congresso em hostilidades. Apesar do cessar-fogo declarado, tropas americanas permanecem na região para fazer cumprir um bloqueio naval aos portos iranianos.
A Constituição dos EUA reserva ao Congresso o poder de declarar guerra, mas, desde os anos 2000, esse controle tem sido progressivamente desafiado por sucessivos presidentes. A lei exige que o presidente obtenha autorização do Congresso dentro de 60 dias após o início de operações militares, mas Trump argumentou que o conflito terminou com o cessar-fogo, evitando assim esse requisito. Os democratas contestam essa interpretação e afirmam que a presença militar contínua justifica uma decisão formal.
A senadora republicana Lisa Murkowski, que pela primeira vez votou a favor da retirada, destacou a falta de clareza do governo sobre o objetivo e a duração do envolvimento. Apesar da pressão, a maioria republicana hesita em se opor a Trump. O senador Tim Kaine anunciou que vai forçar votações semanais sobre o tema, numa tentativa de isolar o presidente e reafirmar o papel do legislativo.
Fatos
- O Senado dos EUA rejeitou por 50 contra 49 uma resolução para ordenar a retirada de tropas americanas do Irão.
- Três senadores republicanos, incluindo Lisa Murkowski, votaram a favor da retirada — uma mudança simbólica.
- A resolução foi apresentada por Jeff Merkley e visa reafirmar o poder do Congresso sobre decisões de guerra.
- Donald Trump ultrapassou o prazo de 60 dias para atuar sem autorização do Congresso, alegando cessar-fogo.
- Democratas argumentam que tropas continuam no Irão para impor bloqueio naval, justificando nova autorização.
- O senador Tim Kaine promete forçar votações semanais sobre o tema até haver mudança de posição no Senado.
Explicação visual de notícias do Canto. Ferramentas de IA podem apoiar a produção. Política editorial





