Ilustração de uma cidade inteligente com pessoas a usar smartphones para aceder a transportes públicos digitais, enquanto passes físicos desaparecem.
Ilustração de uma cidade inteligente com pessoas a usar smartphones para aceder a transportes públicos digitais, enquanto passes físicos desaparecem.

A transição para passes digitais e pagamentos por uso pode mudar a experiência urbana, um contexto útil para um colega que acompanha mobilidade nas cidades.

Passes de transporte vão mudar nos próximos 5 anos Fluxo da história e fatos principais

Durante o Portugal Smart Cities Summit, em Lisboa, especialistas discutiram o futuro da mobilidade urbana e afirmaram que os passes de transporte tradicionais podem desaparecer nos próximos cinco anos. Nuno Sousa, presidente dos Transportes Metropolitanos do Porto, defendeu que a solução não está no preço do passe, mas na eficiência do serviço e na digitalização do acesso. Ele prevê um modelo em que os cidadãos usam uma aplicação unificada, semelhante ao Uber, com pagamento por validação e integração nacional.

A ideia de gratuidade total nos transportes públicos foi questionada por José Gomes Mendes, da Fundação Mestre Casais, que alertou para riscos de desinvestimento e dificuldade política em voltar atrás. Já Dina Aguiar, da Parques Tejo, reforçou que o transporte público deve ser a opção mais cómoda, não um sacrifício. Emídio Gomes, da Metro do Porto, destacou a importância da confiança e da facilidade no deslocamento.

O debate também ligou mobilidade à crise da habitação, com Gonçalo Reis, da Câmara de Lisboa, a considerar a mobilidade uma chave essencial para o problema habitacional. Ainda sem soluções milagrosas, especialistas apontam para a necessidade de simplificar processos e eliminar barreiras burocráticas para tornar as cidades mais integradas e acessíveis.

Fatos

  • Nuno Sousa, presidente dos Transportes Metropolitanos do Porto, afirmou que os passes tradicionais vão acabar nos próximos cinco anos.
  • Especialistas defendem uma app nacional de transporte público com pagamento por validação, semelhante ao modelo da Uber.
  • José Gomes Mendes, da Fundação Mestre Casais, critica a gratuidade total dos transportes por dificultar futuros ajustes políticos.
  • Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara de Lisboa, considera a mobilidade uma chave essencial para o problema da habitação.

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