
O avanço militar em Gaza merece atenção, especialmente para um colega que acompanha os desdobramentos do conflito israelense-palestino.

Netanyahu ordena expansão militar em Gaza Fluxo da história e fatos principais
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou em 28 de maio de 2026 que ordenou às Forças de Defesa de Israel (IDF) assumirem o controle de 70% da Faixa de Gaza, ampliando a ocupação além dos 60% já dominados. A declaração foi feita durante uma conferência na Cisjordânia e representa uma escalada em relação ao acordo de cessar-fogo de outubro de 2025, que previa a retirada israelense para uma linha conhecida como 'amarela', correspondente a cerca de 53% do território.
O Hamas acusou Israel de violar o cessar-fogo ao mudar unilateralmente a linha de controle, chamando a ação de 'sabotagem explícita'. A expansão territorial forçaria cerca de 2 milhões de palestinos a se concentrarem em áreas cada vez menores do enclave devastado. Diplomatas internacionais, como Nickolay Mladenov, alertam que a linha amarela pode se tornar uma separação permanente, como um muro, consolidando a divisão de Gaza.
Desde o cessar-fogo, Israel realizou dezenas de ataques em Gaza, alegando que o Hamas está se rearmando. O Ministério da Saúde Pública palestino registrou mais de 850 mortes no período. Líderes da ala militar do Hamas foram eliminados em operações recentes. O futuro da região depende da implementação de uma força de segurança internacional, mas sem progresso no desarmamento do Hamas, o impasse persiste e o risco de ocupação permanente aumenta.
Fatos
- Em 28 de maio de 2026, Netanyahu afirmou que ordenou às forças israelenses assumirem 70% da Faixa de Gaza.
- Forças israelenses já controlavam cerca de 60% do território, segundo Netanyahu, com dados anteriores apontando 64%.
- O cessar-fogo de outubro de 2025 previa controle israelense limitado à 'linha amarela', correspondente a 53% de Gaza.
- O Hamas acusa Israel de violar o cessar-fogo ao avançar além da linha acordada.
- Mais de 850 pessoas morreram em Gaza desde o cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde Pública palestino.
- O diplomata da ONU Nickolay Mladenov alertou que a linha amarela pode se tornar uma separação permanente como um muro.
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