Ilustração de um porta-aviões americano no Golfo Pérsico com navios-tanque bloqueados e gráficos de queda no preço do petróleo e do rial iraniano ao fundo.
Ilustração de um porta-aviões americano no Golfo Pérsico com navios-tanque bloqueados e gráficos de queda no preço do petróleo e do rial iraniano ao fundo.

A queda nas exportações de petróleo e o colapso do rial afetam diretamente os iranianos, útil contexto para um colega que acompanha tensões no Oriente Médio.

Bloqueio naval dos EUA pressiona Irã Fluxo da história e fatos principais

O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã completou um mês em maio de 2026, com forte impacto na economia do país. Coordenado pelo Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom), o cerco tem impedido a passagem de navios-tanque, redirecionando 67 embarcações comerciais e inabilitando outras quatro. Apenas 15 navios com ajuda humanitária foram autorizados a passar. Segundo o Centcom, mais de 70 navios-tanque foram impedidos de acessar portos iranianos, o que representa mais de 166 milhões de barris de petróleo, avaliados em mais de US$ 13 bilhões.

A queda nas exportações afetou diretamente a principal fonte de renda do regime iraniano. Dados da consultoria Kpler mostram que os embarques de petróleo caíram de uma média de 1,85 milhão de barris por dia em março para cerca de 567 mil barris por dia após o início do bloqueio. Com as exportações travadas, os estoques terrestres de petróleo no Irã já alcançaram 49 milhões de barris, e a capacidade de armazenamento está se esgotando — restam entre 12 e 22 dias de espaço útil. A estatal NIOC já reduziu a produção, que pode cair para 1,2 a 1,3 milhão de barris diários se o bloqueio continuar.

A economia iraniana, já fragilizada, sofre com a desvalorização do rial, que atingiu a mínima histórica de 1,9 milhão por dólar. Isso pressionou os preços ao consumidor: frango e cordeiro subiram 45%, arroz 31% e ovos 60%. O apagão de internet, mantido para conter protestos, custa cerca de US$ 50 milhões por dia em atividade paralisada. Enquanto isso, o Irã se recusa a aceitar as condições americanas para encerrar o conflito, exigindo a suspensão prévia do bloqueio. A China, principal compradora do petróleo iraniano, continua interessada na commodity, mas o presidente chinês Xi Jinping afirmou que não enviará equipamentos militares ao Irã.

Fatos

  • O bloqueio naval dos EUA contra o Irã completou um mês em 13 de maio de 2026, impedindo a passagem de mais de 70 navios-tanque com capacidade para 166 milhões de barris de petróleo.
  • As exportações de petróleo iraniano caíram de 1,85 milhão para 567 mil barris por dia após o início do bloqueio, segundo dados da Kpler.
  • O rial iraniano atingiu a mínima histórica de 1,9 milhão por dólar em abril de 2026, com inflação anual projetada em 68,9% pelo FMI.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o líder chinês Xi Jinping se comprometeu a não enviar equipamentos militares ao Irã, mas deseja continuar comprando petróleo.
  • A estatal iraniana NIOC pode reduzir a produção de petróleo para entre 1,2 e 1,3 milhão de barris diários se o bloqueio continuar.

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